Onde a mula pisa

ONDE A MULA PISA.

Mas que barbaridade! Adoro ouvir esta frase do meu amigo Joaquim Arantes de Bem. Pois é bem assim quando confiamos segredos e valores em agregados ou amigos a fim de lhes oportunizar crescer, dar um “empurrãozinho”: mas que barbaridade! É como atirar no escuro. Nunca acertaremos o alvo.  Pessoas do bem gostam de praticar o bem. Pessoas do lodo gostam de conviver na lama. São raros os que valorizam o momento que lhes foi dado. Conheço pessoas que tiveram a sorte de serem amparados por senhores afortunados e quando estavam no auge do sucesso ignoraram o “empurrãozinho”. Penso que estão certos afinal: foi só um “empurrãozinho”. Para esses está fadada a derrota. Não saberá pescar quem ganha o peixe escamado, temperado e frito. Dar-lhes a vara, linha e anzol, até que se pratica uma boa ação, do contrário, criaremos ratazanas que acabarão nos roendo criando situações desconfortáveis. Não ficamos duros se não seremos moles, vale a recíproca. A mula é um animal sábio que, sabe onde pisa. Monta-se e pode lhe dar rédeas. Melhor ter uma mula que sabe onde pisa do que um agregado ou amigo que pisa onde não sabe. Eu mesmo dei uma cueca para um amigo e ele a vestiu do avesso. Não soube interpretar que o avesso é o outro lado. É o lado errado o lado torto. O lado certo é o direito é deste lado, não do outro. Usou a cueca de forma errada! Deu azar. Não importa que a mula manque o negocio é rosetar. O verdadeiro sentido desta frase é: Tirar o máximo de proveito de quem faz o beneficio usando esporas. Na ponta das esporas ficam as rosetas. Essa estória tem outra versão: Não devemos fincar as esporas demasiadamente sem piedade, pois a mula pode corcovear e nos deixar estatelados ao chão. Usamos, pois de sabedoria calçando botas com esporas usando-as nos casos extremos sem agressão nunca as avessas para termos um perfeito cavalgar de mula e ter certeza onde a mula pisa.

Francisco Panato.

onde a mula