O medo e o enfrentamento Edla Zim


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O Medo e o enfrentamento

Quantos medos  desenvolvemos na nossa vida? Quantos deles são herdados? Quantos adquiridos?  Quantos ignorados e outros demasiadamente valorizados? Mas medos são medos e por se tratar de uma patologia, trato deste assunto com muito respeito. Medos que rasgam a alma e nos impedemde sermos livres.

Escrevo hoje sobre um medo que não me trouxe tanto prejuízo, mas poderia ter me privado de muitas alegrias, se eu não tivesse tido a coragem do enfrentamento, através da disciplina, determinação e do estímulo de algumas pessoas.

Escrever nunca foi o meu forte.  Minha comunicação sempre foi muito verbal, mas à medida que a necessidade da comunicação escrita aumentava, na mesma proporção aumentava minha ansiedade.

Chegava afazer até 10 revisões de cada e-mail, carta ou protocolo na empresa. Fechava os olhos e imaginava as pessoas rindo dos erros de concordância ou pontuação. O medo da reprovação me apavorava.

Meu primeiro TCC quase me levou para o hospital, tal o nível de preocupação e dificuldade de ajustes entre uma citação e outra. Eu padecia, pois nunca estava satisfeita. Meu marido lia e relia. Segundo ele, poucos ajustes eram necessários, mas o medo da reprovação era ainda maior.

Já no meu segundo TCC, a situaçãofoi melhorando. O número de intervenções do meu marido foi bem menor e no meu terceiro Trabalho de Conclusão de Curso, ele praticamente não me ajudou. “Está na hora de você caminhar sozinha. Esta na hora de acreditar em você”.

Não só comecei a acreditar como comecei a gostar de escrever. Assim, as primeiras 50 páginas que originaram minha primeira palestra “Afetividade e Resgate de valores”, começaram a ser escritas sem o medo da reprovação.

Começava ali uma transformação. E acreditem, já nem chamava ninguém para ler e aprovar. Eu escrevia e apagava. Escrevia e apagava, muito mais fácil com a tecla delete. Do computador, algumas frases pularam para o Power Point  processo que se repetiria com as demais palestras que foram surgindo.

Outro passo foi começar a escrever no facebook, receber o apoio de um ou outro grupo.  Curtidas daqui, comentários dali, até ser convidada para ser cronista de um site.

Cada vez que começo escrever uma crônica, penso em cada leitor lendo e sentindo exatamente a minha emoção. Emoção de enfrentar, de lutar e vencer um de meus medos.

Acredite em você, enfrente seus medos!