Marcelo Tomé dos Santos

Marcelo Tomé dos Santos

Ele é Laboratorista químico. Uma profissão que a gente tem uma ideia do que seja, mas não tem toda a extensão que a profissão alcança no nosso dia a dia e principalmente na indústria.

Bons & Novos Entrevista: Marcelo Tomé dos Santos.

B&N: Fale um pouco sobre você. Quem é Marcelo Tomé dos Santos?

Marcelo Tomé dos Santos: Um homem simples que sempre está pronto a ajudar pessoas através de trabalhos sociais. Tenho 40 anos de idade, casado e muito feliz junto de meus grandes amores: Minha esposa Ana Paula (33) e meus filhos Maria Luísa (9) e Arthur (4). Todo mundo tem sua história de conquistas e derrotas e a minha não poderia ser diferente. Nascido em Joinville/SC, aos três meses de vida fui abandonado pela minha mãe em casas desconhecidas, tive uma rápida passagem pelo Conselho Tutelar por não haver destino certo. Minha mãe muito nova (15) tinha vários problemas incluindo financeiros e não tinha como criar aquela criança e meu pai muito menos. Então minha avó paterna que morava em Capivari de Baixo/SC decidiu me adotar como filho e ofereceu o seu melhor. Éramos na casa de minha avó 18 pessoas em condições difíceis. Ainda muito novo voltei para Joinville e passei por cinco (5) anos dentro de um Seminário para estudar e principalmente fugir da fome. Estudei Filosofia, Teologia e Etimologia, além de inglês, italiano e francês onde foram aprendizados que ficarão para sempre. O maior legado que eu poderia trazer comigo foram estas dificuldades que me ajudaram na edificação do meu caráter e de como enfrentar a vida nua e crua. Quando há obstáculos na vida, precisamos rompê-los, buscar superar os desafios e principalmente aprender com eles. Procuro não olhar para o passado, mas viver o presente e projetar o futuro. Tenho uma família maravilhosa e a eles principalmente carrego a missão de oferecer o meu melhor a cada dia, partindo do respeito com as pessoas ao meu redor e evoluindo nas convivências pessoais e profissionais. Na maioria das vezes a vida nos ensina e nos dá oportunidades de sermos melhores para consigo e para o próximo. A minha vida, desde a infância inexistente, pois trabalhava na roça, até hoje onde todas as conquistas atuais foram de muita batalha, muitas lições aprendi e sempre procurei observar as pessoas ao meu redor, avaliando o que poderia servir de espelho. Ao passar dos anos muitas pessoas se identificam com você e outras são totalmente opostas. Cada pessoa tem seu perfil, seu ritmo e suas ideologias. Todos esses ingredientes fazem parte da minha receita de superação, dedicação e empenho para a cada dia ser melhor. Acredito fielmente em dias melhores para todos. Sempre em nossas vidas haverá tempestades, mas tenha certeza que ela passará e com ela novas oportunidades e mudanças. Sou apaixonado por minha família, por estudos, pesquisas e é claro pelo ramo de atuação. 

 B&N: Como é a sua cidade de origem e como é sua relação com ela.

Marcelo Tomé dos Santos: A minha cidade de origem é Joinville/SC. É uma cidade encantadora e cheia de oportunidades de trabalho. Joinville é conhecida como a cidade das flores, das indústrias e a mais populosa do Estado. Nestes meus 40 anos de vida mais da metade estiveram em Joinville e o restante se divide no passado em Capivari de Baixo/SC e atualmente em Tubarão/SC. Raízes ainda ficam em Joinville como amigos e familiares. Tenho uma admiração pela cidade e a respeito muito por sua história e por todas as oportunidades de trabalho vividas. Joinville é uma cidade tipicamente alemã pelos seus traços e construções e que hoje desde sempre estará em processo de miscigenação cultural em cada pedaço de sua terra. 

B&N: Você já morou em outro país? Tem vontade de morar? Em qual seria?

Marcelo Tomé dos Santos: Nunca tive a oportunidade de morar em outro país. No passado apenas pude realizar uma visita técnica no noroeste da Itália, mais precisamente em Gênova, para estudos de viabilidade técnica para o ramo químico. Morar em outro país hoje, dependeria de fatores exclusivamente profissionais e totalmente viáveis em questão financeira, ou seja, morar por vontade própria não. Tenho em mente visitar países da Europa em especial a Alemanha (celeiro de grandes empresas químicas) e Ásia com o objetivo de conhecer locais históricos que apenas foram conhecidos na teoria seja na escola ou documentários assistidos viam internet e TV. 

B&N: Como é o seu trabalho?

Marcelo Tomé dos Santos: Meu trabalho é cercado de responsabilidades e diariamente aprendizados novos. Neste você precisa estar conectado com círculo de pessoas de variados setores que direta ou indiretamente influenciam os seus resultados operacionais. Não somente eu, mas todos os colegas que trabalham em meu grupo precisam estar em constante comunicação uns com os outros, pois o trabalho é executado em áreas de riscos envolvendo riscos elétricos e químicos. O trabalho se destina a: Operação em tratamento de ETA (Estação de Tratamento de Água) com produção de água Industrial Desclorada e Industrial Clorada, EDA (Estação Desmineralizadora de Água), Controle de processos químicos de Caldeiras com monitoramento analítico de parâmetros e Controle químico da Torre de Resfriamento. Participar diretamente da Geração de Energia e colaborar com a manutenção desta geração passa a ser de extrema importância a função exercida na usina. Somos parte de necessidades essenciais na manutenção do processo onde o produto água é envolvido em todo o contexto do Complexo Gerador. 

B&N: Você sonhava com esta profissão?

Marcelo Tomé dos Santos: A profissão de Químico é fantástica não somente por sua abrangência em aplicabilidade, mas em o que ela pode oferecer para processos e produtos. Desde criança sempre gostei de cálculos, leitura e vontade de conhecer as origens das coisas. Trabalhar no ramo químico vai além de uma profissão. Eu tenho orgulhoso de atuar no ramo químico e principalmente ter esta profissão.  

B&N: O que mais lhe agrada na sua profissão? 

Marcelo Tomé dos Santos: O que mais agrada é a sua dimensão de contextos. Esta profissão permite você buscar soluções em produtos e processos oferecendo caminhos e resultados de compatibilidade através dos campos de pesquisas, experimentos e ações tomadas. Não há uma linha de rotineira de atividades, pois cada dia ocorre situações operacionais que merecem atenção especial e com isso novos aprendizados surgem seja no tratamento de água ou propriamente na complexidade da operação química de uma caldeira onde você precisa sempre atuar de forma qualificada e ágil.   

B&N: Como você vê o momento atual do setor. O que mudou mais em relação a quando você se formou e começou a trabalhar?

Marcelo Tomé dos Santos: Atualmente o setor em partes acompanha a crise mundial, mas vale destacar que este setor não se enquadra a volumes de pessoas trabalhando como uma linha de produção ou processamentos onde muitas vezes o corte de efetivos pode ser alto. O profissional na área química trabalha dentro de um quadro reduzido de colaboradores. Trata-se de um setor mais específico onde na maioria das vezes contam com uma estrutura altamente tecnológica dotada de equipamentos sensíveis ao manuseio e reagentes de riscos que simbolizam desde danos leves a riscos irreversíveis a saúde humana. O momento do setor continua em ascensão comparado a outros setores. Há 20 anos, quando recebi o certificado, tínhamos mais campos de trabalho comparado ao cenário atual. Não havia ainda uma competitividade tecnológica. Parecia, em outras palavras, que o setor químico tinha uma importância singular nos resultados que as empresas buscavam. Não havia naquele tempo o grau de exigência e excelência tão acentuada como hoje. Vivíamos em épocas diferentes, onde as ISO(s) ainda estavam ganhando conhecimento e espaço nas corporações. Muitas pessoas até conheciam sobre tudo isso, mas não havia no momento a mentalidade aplicada destas normas e tudo o que acompanha nos processos industriais de regras e diretrizes. Hoje você percebe que não basta ter formação, é necessário estar em constante reciclagem de conhecimentos de função e de novos desafios que estão fazendo parte do quotidiano profissional. Sempre procurei reciclar conhecimentos já obtidos e tentar ir além nas tendências funcionais e operacionais que se fazem presente de forma gradativa em nosso meio. Na verdade estas tendências não são totalmente gradativas, elas se comportam em uma certa velocidade de incorporação a tudo o que fizemos atualmente, seja nos métodos aplicados que antes você executava de um jeito e hoje são de um outro mais preciso, seja no uso de outros idiomas em suas leituras de equipamentos e outras informações, porque estamos a cada dia sendo tomados por presenças e capitais estrangeiros. Muito tempo atrás você executava atividades centradas de caráter básico sob orientação de alguém ou algo regido de normas. Hoje você mantém o exercício destas atividades básicas, porém foram incorporadas outras novas  atividades que fazem necessária para alimentar e monitorar qualidades e parâmetros dos resultados ao que são esperados. Tudo isso é fruto de novas descobertas, novas pesquisas e novos conceitos no ramo desta Ciência de dimensão ilimitada. O avanço da Globalização, as novas Investigações Científicas, a mudança de comportamento cultural e alimentícia, a mudança no vestuário, a maneira de como os Seres Humanos veem o mundo hoje resumem o que houve de mudanças significativas de 20 anos para cá e que se tornaram ainda mais ofensiva no ramo que sempre há de inovar. Neste setor quando você me questiona sobre o que mudou? Eu respondo simplesmente que o profissional deste setor acompanha esta mudança e que elege a palavra desafio perene sua função neste contexto. 

B&N: Fora a sua profissão, qual sua maior paixão?

Marcelo Tomé dos Santos: Bem, existe além de minha profissão ao qual sou apaixonado, duas grandes paixões a minha família e a Culinária.

Meus filhos e minha esposa são minhas bases para continuar buscando superar limites e ser, cada vez mais, melhor no que faço. A Culinária é a minha segunda profissão. Por mais de dez anos trabalhei em Joinville como cozinheiro. Gosto de aproveitar todo e qualquer tipo de alimento buscando encaixá-los em receitas novas. No momento não possuo tempo disponível para participar de eventos solidários e humanitários, mas sempre participei destes, que arrecadavam fundos para entidades carentes. Tenho esperanças de que ainda consiga voltar a participar destes eventos, que além de ajudar estas entidades, traziam muita energia boa para mim. 

B&N: Qual é o seu maior sonho, algo que você ainda não tenha realizado?

Marcelo Tomé dos Santos: Todo mundo tem muitos sonhos e isso é algo natural. Quando há um sonho, primeiramente deverá haver um projeto para esta realização. Muitas pessoas se frustram pelos sonhos a realizar, porque em nenhum momento planejaram para tal êxito. Meu maior sonho é ter minha casa própria, com um terreno grande para o plantio de árvores frutíferas, temperos e flores. Estou planejando este sonho desde que casei (11). Pode parecer muito tempo, mas o tempo passa tão rápido que você não percebe muitas vezes sua velocidade. Quando você casa com alguém automaticamente associa este evento com uma casa para morar. Muitas prioridades adiaram a realização deste sonho, mas isso faz parte da vida. O importante é você não deixar de acreditar em seus sonhos.

B&N: Sabemos que você realiza, dentro do possível, outras atividades, empreendedoras e inovadoras. Quais os projetos em mente?

Marcelo Tomé dos Santos: Destacaria nesta oportunidade dois grandes projetos que diga-se de passagem deixam saudades: O primeiro (1°) Doutores da Alegria, um projeto Humanitário que em parceria com a Unisul realizava nas instalações do Hospital Nossa Senhora da Conceição, Hospital do Câncer em Florianópolis, Abrigo de Velhinhos em Tubarão e Grupos de Idosos de Capivari de Baixo, sem contar com os eventos em empresas da Região. O segundo (2°) projeto Rondon que tinha como objetivo difundir conhecimentos e projetos de Sustentabilidade em regiões do Brasil, buscando melhorar a qualidade de vida das pessoas, através do conhecimento, da humanidade.

Tenho muitos projetos em mente, mas dependem de recursos financeiros. Estes projetos visam atingir pessoas sem acesso a informação, também melhoramento de sistemas de Comunicação para transporte público, novos conceitos de identificação de pontos de ônibus para facilitar socorros policiais e emergências para a Comunidade, fortalecimento do senso comunitário através de um canal acessível a todos mostrando novas tendências de como evitar desperdícios de alimentos e recursos naturais. Na verdade, há muita coisa em mente e no papel inclusive soluções industriais de processamento e recursos hídricos e térmicos. Estamos num todo envolvido em um contexto de luta a favor da Sustentabilidade de Recursos que irá por consequência chegar a tão desejada Eficiência Energética, Térmica, Hídrica, de Materiais e de pessoas. Somos e fazemos de um Ciclo de dependências, principalmente uns dos outros.   

B&N: O que você projeta para o futuro?

Marcelo Tomé dos Santos: Projetar para o futuro requer dedicação, estímulos e muita solidez no presente em tudo o que você faz para não haver frustações neste almejado futuro. Não tenho hábito de planejar algo muito longo, ou seja, para um futuro muito distante. Acredito que as projeções precisam ser de menores períodos para não haver riscos de saírem do controle. Vivemos em uma sociedade e seu contexto se comporta de maneiras instáveis ou oscilantes, frutos de nossa atual política e gestão governamental. Sinceramente, projeto para um futuro próximo projetos sustentáveis de âmbito social, ambiental e industrial. Na verdade, projetos são muitos e poucos são os ouvidos para compreênde-los. Em nossa região há muita coisa boa a ser feita, melhorias em eficiência em vários setores, programas de revitalização de reciclagem de recursos e reaproveitamento de reprocesso e rejeito industriais visando a contribuir diretamente a qualidade de vida da população. Meus projetos para o futuro estão inseridos diretamente no melhoramento de eficiências em vários segmentos. A conscientização de todos para melhores resultados é importante, mas é ainda mais importante ter condições e ferramentas cedidas por gestões governamentais para que haja possibilidade de praticar estas conscientizações.  

B&N: O que precisa ser feito para que que tenhamos profissionais na sua área mais preparado possível para o mercado de trabalho?

Marcelo Tomé dos Santos: Sem dúvida alguma necessita de melhores estruturas e investimentos. Há necessidade de melhoramentos no planejamento pedagógico de cursos, mas claro que isso precisaria de ferramentas disponíveis aos gestores responsáveis. O aluno precisa ter em seu curso realidades mais próximas da área que deseja ingressar profissionalmente. No caso do ramo químico, os cursos precisam apresentar um contexto ainda mais próximo da realidade. Muitas pessoas que saem de cursos, até hoje e isso já melhorou um pouco, encaram a vida real de um laboratório químico ainda um pouco inseguros. Claro que ninguém nasce sabendo (ditado popular), mas elas precisam ter mais contato com a realidade industrial em seus riscos, desafios e principalmente postura profissional adequada a ocasião. Em nossa região há muita qualidade intelectual, mas que precisa ser polida e ter melhores oportunidades de aprendizagem e contextualização antes mesmo de ingressar efetivamente em laboratórios químicos e áreas afins. Acredito que teremos melhores profissionais no momento em que houver mudanças de conceito pedagógico, estrutural, investimentos e parcerias. Nesta junção todos saíram ganhando em qualidade, credibilidade e resultados.

B&N: Prefere Campo ou Praia? Por quê?

Marcelo Tomé dos Santos: Eu prefiro Campo. O contato com a natureza me faz bem. Não que na praia não haja ar puro, natureza, mas prefiro me reservar. No campo há silêncio e tranquilidade para pensar, conversar com familiares e amigos. É um lugar para recarregar baterias e se preparar para voltar renovado.   

B&N: Qual a receita para tentar estar motivado todos os dias?

Marcelo Tomé dos Santos: Primeiramente fé em DEUS. Estar motivado todos os dias está ligado diretamente ao estado de espírito, de como você enxerga a vida, o que você traz de bagagens ou legados de seu momento ou períodos vividos. Em todos esses anos de lutas, conquistas e derrotas, porque isso faz parte da vida de todas as pessoas, aprendi que a pior derrota é você não lutar. Como já comentei, passei muitas dificuldades na vida e muitas delas pareciam não ter fim. Não tive a oportunidade de ter um pai e mãe em que eu pudesse chegar a casa e desabafar, contar sobre projetos, frustrações ou mesmo questioná-los sobre algo que não conhecia. A vida sempre mostrou as respostas e quase sempre pelos caminhos mais difíceis. Sempre procurei observar pessoas e fui selecionando em vida exemplos a serem seguidos. Desta forma cresci e desde então são estes exemplos que motivam todos os dias a procurar ser melhor, fazer melhor. A receita com os ingredientes, todos conhecem, mas para que ele seja eficaz, o segredo está dentro de cada um.  

B&N: Qual foi sua primeira experiência profissional?

Marcelo Tomé dos Santos: Bem, trabalhar sempre uma palavra presente em meu vocabulário. Criado na roça, depois na construção civil ganhava trocados que ajudavam no sustento da família. Minha primeira experiência profissional foi em um restaurante central na cidade de Joinville/SC. Esta primeira oportunidade foi conquistada na mesma intensidade da minha, ou seja, com muita luta. Muito jovem, sem experiência profissional em empresas, mas com uma vontade que até hoje carrego em meu conceito: fazer o melhor que puder. O trabalho se tornou muito rapidamente prazeroso, pois seria preparar refeições (cozinhar todo e qualquer tipo de comida), e isso eu fazia com muito gosto desde meus seis (6) anos de idade quando ainda de madrugada preparava o alimento para ser levada a roça. Muito rapidamente estavam assumindo o posto de cozinheiro, ganhando espaço e respeito pelos consumidores e principalmente proprietários do restaurante. Neste período iniciaava minha primeira experiência profissional com carteira assinada. A Culinária hoje é um hobby.

B&N: Gostaria de deixar uma mensagem para os nossos leitores?

Marcelo Tomé dos Santos: Todo mundo tem a sua história e isso é fato. Todos buscam melhores oportunidades na vida pessoal e profissional e isso também é fato. O que nos distancia dos objetivos a serem alcançados tem ligação em mais de 95% de nosso próprio perfil pensante e estilo comportamental. Quando você escreve para pessoas lerem, automaticamente corremos o risco natural de sermos elogiados e crucificados ao mesmo tempo. Cada pessoa tem o seu jeito, ritmo e visão de mundo. O que me inspira todos os dias para encarar esta batalha chamada vida, além da fé que tenho em DEUS é uma frase belíssima de Albert Einstein que diz: “Existe uma força mais poderosa que a eletricidade, o vapor e a energia atômica: A vontade.” Não deixe as oportunidades passarem, pois elas podem ser únicas. Esta é a mensagem que deixo para os leitores desta revista. 

B&N: Quem você gostaria que fosse o nosso próximo entrevistado.

Marcelo Tomé dos Santos: Em mente existem muitas pessoas a serem indicadas, mas preciso consulta-las primeiramente.  

Comentário Extra

Prezados, minhas experiências profissionais e pessoais nestes quarenta (40) anos de vida se resumem em muitas oportunidades que dá melhor maneira possível pude absorver e trago junto de mim. Há muita coisa para ser feita, seja através de reuso ou propriamente de melhores aplicabilidades aos produtos e processos.

Posso afirmar que tivemos evolução mais ainda estamos longe do ideal onde muitos materiais jogados fora, poucos são aproveitados por meio de processos de reciclagens e muita água consumida em âmbito doméstico ou industrial simplesmente são dispersadas.

A cultura consumista, também descarta recursos que poderiam ser reaproveitadas ou doadas. Poderíamos sem dúvida, sermos mais felizes, mais doadores em gestos e atitudes. Hoje e sempre, o que representa é que viveremos em uma sociedade cada vez mais acelerada que deu espaço a poucos encontros familiares, poucos diálogos e muitas cobranças, muitas delas até desnecessárias ou desgastantes.

Os resultados obtidos hoje serão as metas quase inalcançáveis amanhã por nossas futuras gerações. Quando assistimos lugares fora do Brasil em que as coisas funcionam como qualidade de vida, saúde, bem-estar, natureza, reciclagens, melhores práticas, muitas vezes aqui onde estamos procuramos culpados que seriam os responsáveis que não permitem tal feito. É claro que não vivemos em um país transparente politicamente dizendo, que não está entre os melhores IDHs, mas não podemos esquecer que somos brasileiros, capazes de irmos além, pois somos capazes e precisamos entender isso enquanto há tempo.

Acredito que precisamos de mudanças políticas, mas primeiramente de mudança comportamental para elegermos esta mudança.