Eduardo Ventura

Sua especialidade é a narração esportiva de jogos amadores e profissionais principalmente  a narração de futsal. Além de atuar no rádio, Eduardo Ventura, como é conhecido, é colunista esportivo do Jornal Diário do Sul e Folha Regional.  Casado desde 8 de Julho de 2004, com Maria das Dores Fernandes Ventura, pai de Juliana Maria, 22 anos, José Eduardo, 20 anos e Maria Eduarda, 13 anos. Filho de Juvenal Lira da Silva(in memoriam) e Edna Ventura de Carvalho Nascido em 23/05/1979 , as 13h35 , no Hospital de Clínicas de Taubate/SP

Eduardo é o nosso entrevistado.

Bons & Novos Entrevista: Eduardo Ventura.

B&N: Seu sobrenome, Ventura, é um nome conhecido na região. De onde vem sua família?

Eduardo Ventura: Bom, aqui na cidade de Capivari de Baixo tem até um homônimo, há uns dois anos eu o conheci, tem o mesmo nome que o meu. Na realidade minha assinatura é Eduardo Lira Ventura, como fui registrado tardiamente por meu pai, segui o padrão da Argentina, onde o sobrenome do pai vem no lugar da mãe. No Brasil é o inverso. Soube que a minha descendência aqui do Sul e da Itália. Mas a minha família e natural de Taubaté/SP. Lá também colonizada por italianos, no vale do paraíba. Meu pai era pernambucano, natural de Caruaru. Eu e minha mãe e família da parte dela, somos todos de Taubaté. 

B&N: Onde e como foi a sua infância? Quais as melhores lembranças dela?

Eduardo Ventura: A minha infância iniciou em 1980 em Porto Alegre, nasci em maio de 1979, logo em seguida, após o meu nascimento, a minha família foi morar na Argentina, mas com a segunda gravidez da minha mãe, o meu pai teve que largar a temporada do circo Tihany, com isso optou por morar em Porto Alegre, onde recebeu apoio de uma tia e um tio que moravam lá na capital gaúcha. 

B&N: Qual foi suas primeiras experiências profissional?

Eduardo Ventura: A minha primeira experiência profissional, foi trabalhar com o meu pai, tinha 13 anos, ele por conta da empresa que trabalhava, foi montar uma empresa no sul da Bahia. Lá surgiu a possibilidade de ajudá-lo durante o dia e como havia a necessidade, eu encarei o serviço, a função era carregar o caminhão com gelo, e depois descarregar em Porto Seguro, Eunápolis. Para a minha tenra idade ganhava cerca de R$ 200,00 por dia. Isso foi em 1993. Em 1995, tive o meu primeiro emprego de carteira assinada, por conta do início das doenças coronárias do meu pai, tive que deixar o futebol para ter que trabalhar. A empresa era uma empresa de ônibus, na qual prestava serviços para empresas privadas e porta a porta para a Unisinos, localizada em São Leopoldo.

B&N: Depois, em suas outras experiências profissionais, quais foram elas e qual delas foi mais marcante ou prazerosa?

Eduardo Ventura: A marcante e a decepção da minha experiencia profissional, foi de trabalhar de repositor na rede Zaffari, foram três dias, no segundo, véspera de feriado, o gerente me solicitou para dobrar durante a madrugada para lavar o depósito, fato que colegas há época me falaram que era obrigatório ficar para limpar, como não podia, ele me falou passa na segunda no RH , não precisa vir mais. E não teve dúvida, fiz isso, quando fui pegar a dispensa, deu uma confusão, pois eu de forma involuntária citei algo que era contra os princípios da empresa, me ofereceram outra função em outra loja, mas não quis, sai com três dias. E a mais marcante foi em 2015, ao narrar Brasil x México, no Alianz Parque e três dias depois, no Beira Rio contra Honduras. 

B&N: Como aconteceu de você ser radialista?

Eduardo Ventura: Acredito que estava no sangue, meu pai, foi locutor de rádio na Paraíba por onde morou algum tempo e no circo, na qual apresentava o espetáculo central. Em 1995, estive na Rádio Guaíba para tentar aprender a fazer plantão, como era novo ainda não pude fazer nada. Em 2001, surgiu uma nova oportunidade, pensei vou tentar e com apoio de amigos, fui indo devagar, e já estamos há 17 anos na função. Iniciei como operador de áudio, gravadora, Opec, até chegar de forma fixa a locução. 

B&N: Qual sua maior paixão?

Eduardo Ventura: É inegável que o esporte é algo que me fascina, o futebol e o futsal me oportunizam a chance de fazer o que gosto, que é a narração esportiva. Claro que a minha filha caçula e minha esposa são as minhas fontes de inspiração, faço tudo que posso para lhe dar as condições no dia a dia.

B&N: Quais suas maiores conquistas Profissionais e pessoais?

Eduardo Ventura: Um prêmio que me orgulho muito, é o prêmio Destaque Esportivo – Prêmio Excelência no ano de 2016, honraria conferida pela comissão de esportes da ALESC. Na oportunidade dividi a honraria com o Árbitro Heber Roberto Lopes e neste ano coloquei no ar a rádio web Esporte de Primeira, penso que este segmento vem crescendo muito em nosso país. No pessoal, sigo próximo de obter o título de bacharel em jornalismo e tecnólogo em Comunicação Institucional, ambos seguindo para o fim da formação.

B&N: O que você projeta para o futuro?

Eduardo Ventura: Bom, chegando aos 39 anos, penso para os próximos anos, segmentar ainda mais o trabalho no meio esportivo, alcançando novos mercados, em uma grande emissora. E no lado familiar é apoiar a minha filha em sua formação acadêmica, daqui cinco anos ela já inicia, uma etapa importante em sua formação educacional.

B&N: Já viajou ou viveu fora do Brasil? Se fosse escolher viver em outro país onde seria? Qual cidade e por que?

Eduardo Ventura: Eu já tive a oportunidade de morar na Argentina num período de um ano, claro se tivesse uma oportunidade de morar fora, gostaria morar no EUA. Apesar de ser rota de furacões, a região da Flórida tem muitos brasileiros, acredito que seria fácil a adaptação. E morar fora, muito pela oportunidade da compensação financeira, algo que no Brasil ainda, está abaixo do que se ganha lá fora. Mas só iria se fosse legalizado e trabalhar na área que atuo hoje.

B&N: Prefere campo ou praia?

Eduardo Ventura: Eu adoro os dois, a praia no verão e até mesmo no inverno me fascina. O campo no inverno, a paisagem e belíssima, ainda mais quando tem geada. Cada um tem o seu valor.

B&N: Real madrid ou Barcelona?

Eduardo Ventura: Sem dúvida Real Madrid, não só pelo clube, a cidade e belíssima, e no futebol sou fã do futebol de Cristiano Ronaldo. O seu jeito simples e pelo fato de não esquecer as suas origens me cativa. E ainda mais pelo fato de ser a sede da final da Liga dos Campeões em 2019, aonde pretendo estar para acompanhar a partida da grande final

B&N: O que precisa ser feito para que o futebol da região se desenvolva mais.

Eduardo Ventura: O futebol depende muito de investimento de empresas e empresários. O modelo de gestão que os clubes usam atualmente não condiz com a realidade de suas estruturas. A gestão profissional tem que ser adotada de forma urgente. Basta comparar a decadência do Criciúma, e a ascensão do Clube Atlético Tubarão. E não adianta forçar a volta do Próspera e a teimosia de manter o Hercílio Luz em atividade, agora com a venda do estádio, o clube vai viver uma nova realidade, na qual torcemos para dar certo. 

B&N: Na sua opinião, quais os maiores desafios para um radialista hoje?

Eduardo Ventura: Nossa, o desafio é diário. Como atuo praticamente como autônomo, a venda, o contato é diário. Além disso, tenho que cobrar, emitir a NF, gravar as chamadas dos jogos, comerciais, se deslocar para o local dos jogos, montar equipamento, comandar uma jornada esportiva, por no mínimo duas horas. Aqui na cidade de Tubarão, o pensamento ainda e de vender cotas para manter o programa no ar, e você receber por comissão na venda. Você faz tudo que uma empresa faz, o modelo é arcaico, temos que mudar, ainda estamos com passos de tartaruga, mas sonho em mudar de lado. 

B&N: O que precisa ser feito para que os partidos políticos recuperem a confiança do eleitor?

Eduardo Ventura: Primeiro acredito que o eleitor tem que mudar o seu pensamento, não querer levar vantagem no pleito eleitoral. Muitos recebem alguma vantagem para votar no candidato A, B ou C. A reforma política se faz necessária, muitos votam e nem sabem quem é. Acredito que voto distrital seria uma boa para que pudéssemos cobrar dos nossos representantes. Muito depois de eleito ignoram o eleitor. Outra situação, seria reduzir o número de partidos, e quem tem ficha suja, nem deveria ter a oportunidade de registrar a sua candidatura. 

B&N: Que análise você faz para as próximas eleições par presidente do Brasil.

Eduardo Ventura: Pelo momento que o Brasil atravessa, a onda Bolsonaro vem ganhando força em todo o país, não tenho nada contra, mas temos que analisar que precisamos recuperar um país que está tomado pela corrupção, ouço falar que vamos chegar a ser igual a Venezuela. Isso e bobagem, penso que temos ainda políticos sérios e engajados em fazer um país melhor, em todos os aspectos, uma certa vez a modinha não deu certo, temos poucas opções, mas que seja um homem ou mulher responsável para sair deste marasmo que estamos vivendo. 

B&N: Tem alguma passagem que te marcou de forma diferente, positivamente ou negativamente?

Eduardo Ventura: A passagem marcante foram os 14 meses de luta diária que meu pai travou para sobreviver, desde a cirurgia cardíaca e o falecimento de meu pai. Ele nos deixou em 17 de fevereiro de 2015. Mesmo morando, em Alvorada/RS, cerca de 350 km, no período fiz 16 visitas a ele, mesmo em seu leito de morte eu não o abandonei. Como filho retribui em vida todas as oportunidades que ele me deu, uma pena ele não estar mais conosco, um dos seus sonhos era de me ver com um diploma universitário, o seu sonho e o meu está próximo, penso logo na música do Renato Russo, “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”…

B&N: Que pessoa famosa você gostaria de ter conhecido ou que ficaria horas conversando?

Eduardo Ventura: Famosa e pela função que exerce, tenho admiração pelo narrador Galvão Bueno, por ser versátil no que faz, também lutou para chegar lá. E outro que pretendo conhecê-lo é o narrador Jota Junior, um senhor de voz marcante na minha infância, quando ao lado de Luciano do Valle, narrava jogos do extinto Show do Esporte, hoje atua no Grupo Globo, como narrador no Sportv.

B&N: Gostaria de deixar uma mensagem para as pessoas que acompanham o nosso site?

Eduardo Ventura: A valorização e reconhecimento do nosso trabalho, valoriza ainda mais o conteúdo do site, principalmente nos oportunizando em falar de temas que no dia a dia , temos pouca oportunidade , sem contar que um entrevistado indica o outro , ampliando o contato do leitor com o entrevistado. E deixamos uma frase para reflexão. “Consideramos que cada dia vencido, é um pedaço da página da vida que estamos construindo.”

B&N: Quem você gostaria que fosse o próximo entrevistado do site www.bonsenovos.com.br ?

Eduardo Ventura: Eu acredito que mesmo jovem ele tem muita história para contar, gostaria de ver o jornalista Matheus Aguiar, atuando hoje no jornalismo da Rádio Bandeirantes de Tubarão. Centrado e opinião forte, é a realidade da renovação no jornalismo na cidade de Tubarão.  

Aqui terminamos a entrevista com Eduardo Ventura, queremos deixar aqui nosso agradecimento a ele por ter sido tão receptivo ao projeto de entrevista do site e responder todas as perguntas. Esperamos que todos tenham gostado e vemos todos vocês na próxima entrevista.