Donato Gregorini

B&N: Quem é Donato Gregorini?

Donato Gregorini: Nasci na roça em Água Branca, município de Jacinto Machado.Me formei em Técnico Agrícola no interior de São Paulo, em Itapeva. Depois fui para a capital paulista onde me formei em Publicidade e Jornalismo. E como jornalista exerço meu trabalho até os dias de hoje. 

B&N: Qual é a sua cidade de origem e como é sua relação com ela?

Donato Gregorini: Minha cidade é Jacinto Machado-SC e sempre que posso estou lá, até porque minha família ainda mora boa parte lá. Meu pai tem 87 anos e vive lá. 

B&N: O Seu nome é diferente, é nome de santo. Qual a origem, quem escolheu e por que?

Donato Gregorini:Meu nome é antes de mais nada em homenagem a São Donato, que é padroeiro de Içara e também de Morro do Ermo, comunidade pertencente à Ermo, onde nasceu minha mãe, Tereza Della Vecchia Gregorini (in memorian). Eu também tenho um tio, irmão de minha mãe, nascido no mesmo dia que eu, 9 de julho, que também se chama Donato (Della Vecchia), atual vice-prefeito de Ermo.

B&N: Como foi sua infância?

Donato Gregorini: Minha infância foi entre Água Branca, Vista Alegre, onde íamos à igreja, Ermo, Morro o Ermo, Jacinto Machado e arredores. Numa família de oito irmãos vivíamos por ali mesmo, com trabalhos e diversões ligadas à agricultura, onde nos divertíamos muito, podem ter certeza. Eu sou o primogênito, autor de quase todas as iniciativas de brincadeira com os irmão, que quase sempre acabavam com uns belos puxões de orelha de nossos pais. Aprontávamos muito, no bom sentido. 

B&N: Como foram suas primeiras experiências profissionais?

Donato Gregorini: Trabalhei antes de mais nada na agricultura, plantação de arroz, milho, feijão, mandioca, e outros, além de fumo com secagem em estufa. Sim estufa, porque meu avô, Ângelo Della Vecchia, plantava fumo, mas de corda. Depois trabalhei como Técnico em Reflorestamento entre o Estado de São Paulo e o Paraná. Depois fui trabalhar na Eletropaulo, em São Paulo, onde fiquei até o ano que resolvi voltar para Santa Catarina novamente, já casado e com três filhos, todos paulistas. Aqui trabalhei sempre com jornalismo e publicidade. Jornal dos Bairros (Criciúma), Tribuna Sombriense e Tribunas do Sul (Sombrio), Jornal da Manhã (Criciúma), Tribuna Criciumense (Criciúma), Gazeta Popular (Criciúma) e agora comandando o jornal Folha da Fumaça, em Morro da Fumaça. Entre os anos de 2001 e 2007 morei nos Estados Unidos, conhecendo outra cultura e participando de outros desafios.

B&N: Sabemos que você trabalhou em Jornais da Região e diversos outros meios.  Como você analisa o momento atual dos jornais de nossa região?

Donato Gregorini: O grande problema dos jornais é a falta de um direcionamento editorial. Os jornais diários disputam a tapa o espaço publicitário, porque o editorial é exatamente o mesmo. Muitas vezes tendo que tomar o cuidado para não terem a mesma manchete. Já os jornais semanais disputam a publicidade oficial das câmaras e prefeitura da região, e se intitulam jornais regionais, mas que apenas divulgam os releases desses órgãos oficiais. O jornal Folha da Fumaça é um dos poucos que tem o caráter local. É feito em Morro da Fumaça e distribuído maciçamente em Morro da Fumaça, por isso é um veículo forte local, porque se identifica com a comunidade local. 

B&N: Qual sua formação?

Donato Gregorini:Sou formado Técnico em Agropecuária, Comunicação Social (Publicidade) e Jornalismo.

B&N: O que mais lhe agrada na sua profissão?

Donato Gregorini: Estar diariamente com o desafio de descobrir a verdade sobre os fatos e tentar fazer deles boas notícias para que cheguem de forma clara e verdadeira aos olhos, aos ouvidos e até ao coração das pessoas. 

B&N: Qual sua maior paixão?

Donato Gregorini:Acho minha maior paixão é minha família ou a família que eu construí. Até porque sempre foi pensando nela que eu direcionei tudo em minha vida. Depois vem o jornalismo impresso, vem a música, vem os carros antigos e antiguidades, vem o futebol, a Formula 1, o Rádio, a TV, a Fotografia, a Poesia e por aí vai.

B&N: Qual é o seu maior sonho, algo que você ainda não tenha realizado?

Donato Gregorini: Viajar mais, conhecer novas culturas, novas pessoas. Acho que esse é um propósito que tenho em mente fazer daqui para frente, eu e minha família. 

B&N: Quais suas maiores conquistas Profissionais e pessoais?

Donato Gregorini: Pessoalmente constituí uma bela família e conquistei grandes amigos. Profissionalmente, faço o que gosto, só isso considero uma grande conquista. E de resto, levo a vida de forma suave, sem muitos solavancos. Viver é uma arte. E temos que ir aperfeiçoando em nosso dia-a-dia. Conquistas materiais, tenho para viver. O resto nem seria necessário. 

B&N: O que você projeta para o futuro?

Donato Gregorini: Projeto continuar fazendo o que gosto: escrever, viver em família, se divertir com os amigos, e conhecer novos horizontes, tanto aqui no Brasil como lá fora também.

B&N: Já viajou ou viveu fora do Brasil? Se fosse escolher viver em outro pais onde seria? Qual cidade e por que?

Donato Gregorini: Se fosse escolher viver lá fora do Brasil escolheria os Estados Unidos, região de Boston, onde já vivi por quase oito anos. A cultura inglesa misturada com a cultura indígena americana construiu uma fórmula quase perfeita de vida e respeito em sociedade. E outra coisa que tem lá é por ser uma região fria e de grandes nevascas, existe o espírito de sobrevivência e de ajuda entreas pessoas. Sem contar a educação. Você receber um bom dia de alguém que você nunca viu, você já ganha o dia.

B&N: Prefere campo ou praia ?

Donato Gregorini: Os dois. Adoro o campo, porque foi lá que nasci e cresci. Mas o sol e a praia são encantadores e nos fazem muito bem ao corpo e a alma.

B&N: O que precisa ser feito para que o eleitor recupere a confiança nos partidos políticos.

Donato Gregorini: O Brasil precisa se reinventar politicamente e estruturalmente. Não é possível um país que ainda está se formando, com todo tipo de deficiência em saúde, educação, estradas, serviço público, gastar rios e rios de dinheiro para sustentar os gabinetes dos três poderes constituídos no Brasil (Executivo, Legislativo e Judiciário), nas três instancias: federal, estadual e municipal. Não há imposto que dê jeito para sustentar tudo isso, em detrimento das outras necessidades. Claro, estou falando das coisas legais e constituídas. Sem contar a roubalheira, claro. Aí já é caso de cadeia. Que não tem o suficiente também.

 B&N: Sabemos que nem tudo são flores, tem alguma passagem que te marcou de forma diferente, positivamente ou negativamente?

Donato Gregorini: Não tenho nada específico. Assim como pode ser tudo. Pois entendo que tudo faz parte da vida e que tudo é um aprendizado. Perder pessoas que a gente ama é uma coisa muito marcante. A perda de minha mãe foi muito triste.

B&N: Gostaria de deixar uma mensagem para as pessoas que acompanham o nosso site?

Donato Gregorini: Nossa mensagem é que cada um tem que viver a sua vida de forma intensa, procurando não deixar para trás nada. Mas sempre respeitando o direito de que cada um tem de viver também. No fundo no fundo, é viver no limite entre o que você pode e o que o outro pode. Tomar sempre cuidado para não escorregar. 

Querido amigo Donato, queremos deixar aqui nosso agradecimento por ter sido tão receptivo ao projeto de entrevista do site, sabemos quanto é corrido o seu dia a dia, mas mesmo assim você não se furtou ao nosso convite. Agradecemos de coração e ficamos sempre a sua inteira disposição.

Aqui terminamos a entrevista com esta incrível pessoa, esperamos que todos tenham gostado e vemos todos vocês na próxima entrevista.