Entrevista Cristiano Marcello

Nosso entrevistado de hoje é Cristiano de Souza Marcello, Coordenador de Vendas Internacionais da Imepel.

 

B&N: Quem é Cristiano Marcello?

Cristiano Marcello: Um jovem de 35 anos, casado com a Gi e pai do Davi. Alguém que ama a vida com todas as suas forças e que aprendeu desde pequeno o valor das conquistas.

B&N: Onde você nasceu?

Cristiano Marcello: Nasci em Criciúma mas cresci na Vila São Jorge, em Siderópolis.

B&N: Como surgiu o trabalho nesta área de Comércio Exterior? Qual o maior desafio?

Cristiano Marcello: Iniciei na Imepel há cinco anos na área de Marketing, onde mais tinha experiência por ter trabalhado em agências e em jornais como o Tribuna, Gazeta Popular e o Jornal da Manhã. Como lidava diretamente com clientes na organização das feiras da empresa e visitando-os para conhecer o mercado, logo fui para a área comercial.

Em 2012 fomos indicados por um de nossos clientes para vender a um outro país e como eu já falava um pouco de espanhol e tinha ficado um tempo neste país em meu treinamento missionário acabei abraçando a ideia. E tem sido uma grande aventura.

O maior desafio é quebrar paradigmas. Como sulistas somos muito acostumados e apegados ao nosso pequeno mundo. Meu trabalho é mostrar a todos que há um imenso mundo (e mercado consumidor) lá fora, e que os produtos brasileiros são muito bem vistos lá.

B&N: Você também é pastor Luterano, certo? Como concilia tudo isto?

Cristiano Marcello: (risos) é mais fácil do que as pessoas imaginam. Minha história de fé sempre me ajuda pois o que os clientes precisam nos dias de hoje é de empresas e produtos que passem confiança. Trabalhar em uma empresa que mantém a ética em tudo ajuda bastante. Talvez se trabalhasse em outro modelo de empresa seria mais difícil.

B&N: E sua irmã? Fale-nos dela.

Cristiano Marcello: Talita é uma pessoa que amo muito. Ela vive na Irlanda há três anos. Foi para estudar inglês em Dublin e acabou gostando da Irlanda. Hoje namora com um irlandês que deverá ser seu esposo em breve. Eu tenho muito orgulho dela. É melhor que eu em tudo e tem um grande futuro pela frente.

B&N: Você sempre se envolveu em causas sociais e humanitárias. De onde surgiu este desejo?

Cristiano Marcello: Eu sou um milagre vivo. Nasci muito enfermo, com pulmões que segundo os médicos não me manteriam vivo. Fui desenganado duas vezes pela medicina. Levei um tiro no peito de forma acidental aos seis anos, sofri um acidente com fogos de artifício que me deixou surdo do ouvido esquerdo, sofri queimaduras nas mãos. Enfim, sou um grande milagre.

Isto me fez crescer com um sentimento de gratidão e débito com Deus e com o mundo. Também fui muito ajudado desde pequeno, por isto procuro sempre ajudar o próximo

B&N: Como foi sua infância?

Cristiano Marcello: Foi dura. Muito dura. Minha mãe é uma guerreira. Ficou viúva aos 23 anos, com um filho doente de seis anos de idade e grávida de nove meses da minha irmã. Meu pai morreu de acidente de carro em um domingo e minha irmã nasceu no domingo seguinte.

Comecei a trabalhar aos 12 anos de idade em uma empresa que me ajudou muito. Era um jornal que não existe mais aqui na região. Lá tive pessoas que me trataram como filhos. Posso citar duas pessoas: o Editor Hamilton Junkes e a Colunista Zuleide Fernandes. Foram como pai e avó para mim. Me ensinaram muito e de certa forma me protegeram. Foram dois anjos usados por Deus para me guardar e me ensinar.

B&N: Como consegue conciliar as frequentes viagens com o sacerdócio e a família?

Cristiano Marcello: Acredito que a vida te devolve o que você dá a ela, e com juros. E acredito em Deus, com todas as forças do meu coração.

Viajo bastante, mas sou casado com uma mulher maravilhosa, que não apenas é uma auxiliadora, mas é uma coluna na minha casa. É ela que me levanta quando estou desanimado, que ajuda em tudo quando estou viajando.

Quanto a igreja acredito que Deus está no controle de tudo. E tudo tem o seu tempo.

E viajar me possibilita ajudar não apenas pessoas de Criciúma, mas em todo lugar Deus coloca pessoas ao meu lado que precisam de um conselho, um abraço. Seja o motorista de uma mina no interior do Chile ou o gerente de um hotel na Argentina. Pessoas necessitadas de atenção estão em todo lugar.

B&N: Qual seu maior sonho?

Cristiano Marcello: Agora você me pegou. Sou um sonhador nato. Tenho muitos. Talvez o meu maior sonho seja nunca deixar de sonhar. Tenho o desejo de um dia morar na Itália. Gosto também de política, e desde pequeno queria fazer algo para ajudar os mais pobres. Sempre tenho ideias surgindo, mas coloco cada uma delas na “gaveta dos sonhos” e vou realizando pouco a pouco.

B&N: Qual sua maior motivação?

Cristiano Marcello: Minha esposa e meu filho. São eles que me fazem acordar cada manhã e lutar pelos nossos sonhos.

Também aprendi a me auto motivar. Não fico muito tempo triste. Enxugo as lágrimas e parto para a luta, sempre. Jamais fico mais de algumas horas desanimado. O desânimo suga nossas energias e gera mais desânimo.

B&N: Uma palavra para resumir 2017?

Cristiano Marcello: Um ano ímpar! E não apenas no calendário. Acredito que se trabalharmos muito, ter fé em Deus e não parar de lutar por nossos sonhos este será um ano sem igual.

B&N: Qual Cristiano está respondendo estas perguntas? O pastor, o exportador ou o sonhador?

Cristiano Marcello: O servo. Sou as três coisas, mas mais do que tudo nasci para servir. No dia em que minhas atitudes e palavras não gerarem algo de bom nas pessoas eu acredito que deixarei de viver.

B&N: E para terminar?

Cristiano Marcello: Uma frase do Exupéry:

“As pessoas que passam por nós não vão sós e não nos deixam sós. Deixam um pouco de si e levam um pouco de nós”.

*Se você gostou do bate-papo leia os artigos de Cristiano Marcello no site e na página da Revista Bons & Novos negócios clique em cronista.

Cristiano e família