Luciane Beloli

B&N Nome completo.

Luciane Beloli:  Luciane dos Santos Beloli Bortolotto (mas sempre assinei como Luciane Beloli), 39 anos, natural de Criciúma.

 

B&N Porque resolveu cursar jornalismo?

Luciane Beloli: Desde criança era esta a profissão que eu desejava seguir. Talvez porque eu sempre fui muito falante e costumava fazer amizade fácil, as professoras comentavam que eu seguiria a área da comunicação (isso lá pelos 6, 8 anos). Desde aquela época, sempre imaginei como funcionava o rádio, a tv, como era interessante e importante. Ficava me perguntando como uma pessoa (o jornalista) podia atingir tantas pessoas ao mesmo tempo e nos mais diversos lugares. Conforme ia crescendo, meu interesse só aumentava. Minha matéria preferida enquanto estudava sempre foi a língua portuguesa porque tinha produção de redação. O gosto pela leitura, incentivado pelos meus pais desde criança, segue até hoje. Desde então me apego aos detalhes que os autores fornecem e me coloco na cena.

Bom, seguindo no cursar jornalismo… Quando chegou a hora de me inscrever no vestibular, não tive dúvida, mas eu queria mesmo seguir meu caminho no rádio, nossa, eu era apaixonada pelo imediatalismo do rádio. Na universidade passamos por todas as áreas, mas o rádio e a foto me encantavam, mas meus professores sempre me incentivavam para o impresso. Acho que eles estavam certos!

 

B&N Está na profissão há quanto tempo?

 Luciane Beloli:  Há 16 anos. Estudei na Unisul – Universidade do Sul de Santa Catarina.

 

B&N Qual foi sua primeira experiência profissional?

Luciane Beloli: Trabalhei pela primeira vez como repórter em um programa de variedades na Rádio Eldorado de Criciúma, quando ainda estava concluindo o curso de jornalismo, precisei deixar o trabalho para finalizar a monografia (trabalho de conclusão de curso na época) e depois de formada, com registro profissional iniciei minha carreira na mídia impressa como repórter de economia no extinto jornal Tribuna Criciumense. Na época era preto e branco, mas já era diário e tive a oportunidade de acompanhar a sua modernização quando passou a ter uma gráfica própria que possibilitou a partir de então, edições coloridas. Foi o início da minha carreira profissional no jornal impresso e contei com a ajuda de vários ‘feras da profissão’.

 

B&N O que mais lhe encanta na profissão?

Luciane Beloli: Ouvir histórias e aprender com elas é o que me encanta. Transmitir a informação de forma simples para que ela chegue a todas as pessoas, das mais preparadas até as que não tiveram possibilidade de estudar. Na produção de um texto procuro passar o conhecimento, a experiência das pessoas capitadas durante a entrevista. Eu nunca quis mudar o mundo, como alguns colegas que iniciaram a faculdade comigo queriam. Eu queria desde então conseguir levar às pessoas alguma forma de conhecimento.

Nestes 16 anos de profissão, fiz vários trabalhos e um deles que me encanta cada vez que faço uma entrevista é contar a história de pessoas que escolheram a nossa região para morar, como na recente revista Os Colonizadores publicada pelo Jornal da Manhã. Conhecer a história nos faz admirar aqueles imigrantes que se aventuravam sozinhos ou com a família, que abandonaram seus países em busca de uma oportunidade melhor para viver. Mas quando aqui chegaram a realidade era dura, muito diferente do que imaginaram durante os dias e noites de viagem. Cada um deles tinha um sonho, mas precisaram primeiro desmatar, construir vilarejos para então tentar realizar seus sonhos. Muitos daqueles imigrantes conseguiram apenas plantar a semente, transmitindo aos familiares seus desejos. Alguns dos descendentes eu tive a oportunidade de entrevistar e percebi que aquele que aqui chegou tem seu sonho realizado pelos filhos ou netos.

 

B&N Já atuou em quais áreas?

Luciane Beloli: Economia, geral e variedades no jornal impresso, em revistas, rádio e também produzi e editei jornais de empresas que me contratavam para desenvolver o periódico para os colaboradores como na Manchester Química, Yázigi, Ávila Farmácia e Dopping.

 

B&N Você considera que consegue fazer algo diferente dentro da profissão?

Luciane Beloli: Acredito que o que eu faço é o mesmo que os demais jornalistas, porém sem problema algum em trabalhar também com a área comercial. Há colegas que me questionam como consigo trabalhar nesta área, mas evoluímos e todas as pessoas e empresas tem algo, experiências a nos ensinar. Adoro ajudar no desenvolvimento de produtos comerciais para o jornal como cadernos, páginas especiais e revistas.

 

B&N Sabemos que nem tudo são flores … Existe alguma história cômica ou triste dentro da profissão para contar?

Luciane Beloli: Embora saiba que não devo, eu sempre me comovo com as histórias das pessoas, seja por ela ser empolgante, motivadora ou por dificuldades que as pessoas enfrentam. Passei por casos engraçados, que precisei segurar a risada algumas vezes, mas não posso citar. Casos tristes também. Já chorei algumas vezes depois que saí da presença do entrevistado, porque não tem como não se colocar na situação da pessoa, principalmente quando se refere a pessoas que passam necessidades ou que tenha alguma criança envolvida.

Para ilustrar um caso cômico que passei recentemente foi que recebi de um dos corretores de venda a indicação de uma pessoa para entrevistar (a empresa da família havia comprado um anúncio e sugeriram que eu falasse com tal pessoa – porque o nome da empresa está registrado com o nome da pessoa). Ok, peguei o telefone e liguei para agendar uma entrevista. Liguei duas vezes e informaram que eu estava ligando para o lugar errado. Em outro dia, telefonei novamente solicitei que queria falar com tal pessoa para agendar uma entrevista e ai, a telefonista informou que só se eu ligasse para o cemitério, porque a pessoa havia morrido há anos. Imagina…

 

B&N Atualmente onde você atua e o que faz?

Luciane Beloli: Trabalho no Jornal da Manhã e sou a jornalista que trabalha mais diretamente com o departamento comercial, preparando páginas e cadernos especiais. Além de manter o relacionamento com os parceiros do JM publicando matérias interessantes de empresas com suas conquistas e novidades, divulgação de eventos apoiados pelo jornal, entre outros.

 

B&N Além do trabalho qual tempo você dedica para a sua família?

Luciane Beloli: Quando não estou no trabalho, meu tempo é dedicado 100% para minha família. Sou casada com o professor Edson Bortolotto e temos um filho, Enzo de 11 anos. Sou bastante ligada a família e talvez por ser filha única nunca consegui ficar muito tempo longe dos meus pais Célia e Valmor Beloli, por quem tenho gratidão e admiração ímpar. Na última fase de jornalismo, um dos professores do curso que tinha relacionamento com os mais conhecidos e importantes jornais impressos do Brasil, me indicou para dois de seus amigos editores e recebi o convite para trabalhar em um grande jornal de Curitiba, na área de economia, mas talvez por receio de me aventurar sozinha em outro estado, recusei o convite de trabalho, permanecendo em Criciúma, minha terra Natal que tanto amo.

Luciane Opção 3

rodape do site.