Ele, Valsi Mazetto.

O entrevistado desta semana é empresário no ramo de gastronomia. Seu estabelecimento, A toca da batata, é um dos mais aconchegantes da cidade e a sua especialidade, as batatas suíças, tem sido imensamente elogiada por todos que frequentam a “Toca”. Valsi Mazzeto irá começar uma nova empreitada no Sindicato patronal da categoria ( Sindicado dos hotéis, bares, restaurantes e similares da região) e nesta entrevista ele nos fala de tudo um pouco.

B&N: Quem é Valsi Mazzetto? 

Valsi Mazzetto: Um gaúcho de nascimento, paranaense de criação e catarinense por opção. Nascido em Ibiaçá(RS), na época distrito de Sananduva(RS), aos 19 de Novembro de 1955. Mãe descendente de italianos e pai descendente de bugres. Passou parte de sua infância no RS e com cinco anos sua família rumou para Francisco Beltrão (PR), onde parte dela reside até hoje. Sua infância foi de menino simples, estudioso no Grupo Escolar Wirmond Suplicy, onde cursou a escola primária. Depois, já trabalhando como sapateiro e pintor de carroceria de caminhão, cursou o segundo grau no Colégio La Salle e Colégio Nossa Senhora da Gloria. No trabalho, foi vendedor e entregador em loja de moveis e eletrodomésticos, e depois, tesoureiro em empresa de automóveis enquanto cursava o Técnico em Contabilidade. Daí veio o concurso do BB e em 1975 assumia como efetivo em Francisco Beltrão, onde trabalhou por treze anos. Neste período participou de clubes de serviço como Rotaract, Rotary e Lions, e foi da organização do Festival da Canção Estudantil de Francisco Beltrão, em duas edições, recebendo Moção de Aplauso da Câmara Municipal por este trabalho cultural.  Mais desafios profissionais e sua carreira no Banco do Brasil o levou para o Mato Grosso, onde nas cidades de Jauru e Pontes e Lacerda trabalhou por cinco anos, naquelas terras de garimpo bem próximo de Rondônia. Caçadas e uma vida mais tranquila, não diminuíram sua paixão pela AABB (Associação Atlética Banco do Brasil) que existiam em quase todas as cidades onde o BB estava instalado. Em Pontes e Lacerda, motivou e auxiliou a construção da AABB, que funcionou para toda a comunidade. Depois, a saudade o fez voltar para o sul, em 1994 estava em São Lourenço do Oeste(SC), e depois seguiu para Joaçaba(SC), Caçador(SC), Criciúma (SC) e Mafra(SC). Aposentou-se do BB em 2007,depois de trinta e dois anos de incansável dedicação e retornou para Criciúma. Por dois anos seguintes, foi orientador para grupos de agricultores em todo o estado de SC em treinamento de empreendedorismo e administração. Decidido a firmar morada em Criciúma, a atividade culinária ficou mais explícita, pois o que antes era de final de semana, agora seria paixão em tempo integral.  

B&N: Quando você “descobriu” que era um cheff? 

Valsi Mzazetto: Numa situação, cozinhei de improviso para a Invernada Mirim do CTG Recordando os Pagos de Francisco Beltrão. Daí não parei mais. Sempre para muitas pessoas.  

B&N: Nas horas de folga, qual o seu hobby?

Valsi Mazzetto: Uma boa leitura sobre comidas, ou um bom filme que verse sobre assunto culinário, são os preferidos, mas jogar xadrez também faz bem.

B&N: Quais suaspaixões? 

Valsi Mazzetto: Família reunida e almoço com massa, costelinha de porco, bacon e um pão caseiro cascudo.  

B&N: Qual é o seu maior sonho, algo que você ainda não tenha realizado? 

Valsi Mazzetto: Uma estrutura comunitária para receber, cuidar e encaminhar para a vida, crianças e jovens e atender pessoas da melhor idade. Tudo isso auto suficiente. 

B&N: Prefere campo ou praia? 

Valsi Mazzetto: Campo, natureza mais pura.  

B&N: Sobre sua participação no Sindicato da categoria, como surgiu a oportunidade e quais os primeiros e os principais desafios? 

Valsi Mazzetto Pela minha formação acadêmica e militância política, sempre entendi que a representação sindical era a mais eficiente para o encaminhamento das soluções necessárias e desejadas pelo setor, qualquer que fosse. Então, quando montei meu estabelecimento gastronômico, a Toca da Batata, foi natural a minha filiação ao sindicato. Com participação mais assídua nas reuniões do Sindihoteis, aliada a descrença de muitos pela entidade, e a necessidade de fortalecimento da associação, a aceitação para o comando foi mais fácil. O maior desafio estará na demonstração para outros da área atendida pelo sindicato, que legalmente é exensa, de que ele é importante ou imprescindível, daí a necessidade da filiação e participação mais motivada dessas empresas. A nova reforma trabalhista também esvaziou a obrigatoriedade das contribuições sindicais e a sustentação de muitos sindicatos ficaram delicadas. Ofertar contrapartida pela contribuição financeira ao sindicato, é uma tarefa que consome maior tempo e qualidade na persuasão dos dirigentes das empresas. Custos diversos, legislação, pessoal de trabalho e marketing ocupam o tempo dos empresários do setor, que envolve hotéis, bares restaurantes e similares. 

B&N: Qual análise você faz do ramo de gastronomia em criciúma no momento atual? 

Valsi Mazzetto: É sem dúvida um setor que nunca sairá da moda. Pela crise que suportamos nos últimos anos, os ajustes são mais frequentes, e vemos uma deterioração dos estabelecimentos e a proliferação de locais, principalmente de alimentação, que chamo de “transitórios” pois não se responsabilizam por uma ideia mais duradoura da atividade. Então, na onda da crise aparecem, pois seus titulares perderam o emprego, por exemplo, deturpando a atividade e a confiança do consumidor; e, no retorno da oportunidade ocupacional anterior, migram novamente para o conforto laboral.

B&N: Sabemos que nem tudo são flores, tem alguma passagem que te marcou de forma diferente, positivamente ou negativamente?

Valsi Mazzetto: Deixar de ser empregado no BB, depois de trinta e dois anos ininterruptos, e passar a ser patrão foi o mais desafiador. Num setor de avaliações severas pelo consumidor, com produto inovador para a região, batata, carne de rã, pratos sazonais, aprendendo todos os dias a não repetir falhas dos dias anteriores, literalmente suando a camisa, é o que de bom se sobressai nestes oito anos da nova atividade, e releva todos os dissabores e obstáculos. Vou registrar que sem o apoio de minha esposa Rosângela Dagostin, em sua tripla jornada diária, estes dias não teriam sido possíveis. 

B&N: Gostaria de deixar uma mensagem para os nossos leitores? 

Valsi Mazzetto: Quem faz qualquer coisa, faz porque alguém vai se beneficiar dela, de alguma forma. A vida é uma roda que precisa ser girada para frente, e devemos pensar e agir como um dente imprescindível nesta engrenagem. Ser empreendedor não é só pensar. É pensar, agir, corrigir, recomeçar, e isto dá trabalho. Mas é um trabalho cujo cansaço ao final do dia é compensador e recompensador. Se você tiver uma ideia, mesmo que sem sentido, busque um para ela: isto é empreender. 

B&N: Quem você gostaria que fosse o próximo entrevistado do site www.bonsenovos.com.br ? Um fabricante de vinho. Sugestão: Onévio Colombo, da Cantina Borgo em São Bento Alto, Nova Veneza. 

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